Os 17 comerciais e propagandas censuradas no Brasil e no mundo

Para atrair a atenção dos consumidores, é muito comum as empresas abusarem nas campanhas de marketing. Algumas vão longe de mais e acabam recebendo punições ou tem os seus comerciais e propagandas tiradas do ar. É muito provável que você tenha na memória alguma propaganda inapropriada e que foi tirada do ar algum tempo depois.

Porém, engana-se quem pensa que isso só acontece no Brasil. Na verdade, esse tipo de polêmica acontece no mundo todo e diversas pessoas já se sentiram horrorizadas (para dizer o mínimo) assistindo ou contemplando alguns comerciais ou propagandas em outdoors ou banners.

Neste artigo, você vai conhecer os 16 comerciais e propagandas censuradas no Brasil e no mundo. Como eu disse, é muito provável que você se lembre de algumas dessas peças publicitárias, pois elas foram muito veiculadas aqui no Brasil antes de serem proibidas.

Comercial Pepsi

A ousadia da Pepsi fez com que a empresa sofresse com as barreiras burocráticas dos órgãos que regulamentam a propaganda em diversos países, inclusive no Brasil, por conta de estratégia de marketing de guerrilha muito, digamos, direta e até mesmo desrespeitosa.

Semelhança com Hittler

Comerciais e propagandas censuradas

A legenda da foto diz que “cartões de identificação funcionaram bem na Europa antes” em uma referência às tatuagens numeradas recebidas pelos judeus no holocausto. A propaganda recebeu muitas reclamações porque o código de barras fazia que Tony Blair, o Primeiro Ministro da Inglaterra na época, se assemelhasse com Hitler. (O que obviamente era o objetivo do anúncio de protesto)

Câncer de mama

Comerciais e propagandas censuradas

A gigante da mídia norte-americana Viacom se recusou a imprimir um anúncio da organização Breast Cancer Fund por considerá-lo “muito chocante” para ser exibido ao público. A imagem revelava uma mulher com uma cicatriz no peito devido a uma mastectomia, uma cirurgia que consiste na remoção completa de um seio devido ao câncer.

Havaianas e seu comercial modernoso

Nesse comercial da Havaianas, a vovó da campanha é “moderna” de um modo um tanto quanto descontraído, o que gerou burburinhos e denúncias para que ele fosse retirado do ar. Tanto é que a própria estrelou outra campanha complementar à essa, justificando e “pedindo desculpas”:

Salto fino

Comerciais e propagandas censuradas

O anúncio da agência de publicidade Newspaper Marketing foi removido pelos órgãos regulatórios por ser considerado sexista. Apesar da imagem ser “irrealista”, a reguladora considerou que “banalizava” a violência contra os homens. A agência afirmou, contudo, que “a imagem não excedeu os padrões considerados como aceitáveis na indústria da moda” e que o anúncio não pretendia insinuar que “as mulheres são superiores aos homens”.

MTV Brasil

Comerciais e propagandas censuradas

O anúncio da MTV Brasil que retratava os atentados do 11 de setembro foi banido nos Estados Unidos por “insensibilidade”. No texto, podia ler-se: “[Junto às torres] 2863 mortos. [em rodapé] 630 milhões de desabrigados no mundo. O mundo está unido contra o terrorismo. Deveria fazer o mesmo contra a pobreza”.

Desodorante Axe

Esse comercial da marca Axe foi banida por motivos óbvios: nudez masculina quase total e um final que deixou claro um incentivo ao sexo descompromissado e totalmente irresponsável. A propaganda foi banida da televisão, mas não antes de muitos terem assistido a ela.

Skol

CONAR é Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, que cuida e supervisiona as coisas que vão para o ar, no que se diz respeito à publicidade, e que existe desde a década de 50. Frequentemente eles são acionados, por conta de problemas com eventuais comerciais de cerveja. Parece que o segmento possui até mesmo certa obsessão por retratarem mulheres como meros objetos, isso de acordo com a maioria das reclamações que surgem por lá. O comercial da Skol em questão, é um caso explícito desse tipo de queixa.

Todos os animais têm as mesmas partes

Comerciais e propagandas censuradas

O anúncio da PETA com uma imagem de Pamela Anderson foi banido no Canadá. O anúncio mostrava a ex-atriz de biquini com o corpo dividido a caneta, como se fosse o de um corpo de um animal para corte.

A campanha pretendia sensibilizar para o vegetarianismo. O porta-voz da cidade de Montreal afirmou que o anúncio não só era “controverso, como também ia contra todos os princípios pelos quais as organizações públicas lutam, na batalha interminável entre sexos”.

Contra a pobreza infantil

Comerciais e propagandas censuradas

Em menos de um dia, o órgão regulatório de propagandas dos EUA recebeu 92 queixas por este anúncio da Barnardo, uma organização de solidariedade destinada a ajudar crianças. O número elevado de queixas motivou uma investigação “urgente” que levou a reguladora a banir o anúncio.

As imagens foram classificadas como “chocantes”. A diretora de comunicação da Barnado afirmou, contudo, que a organização “não iria pedir desculpa porque teria lançado o debate acerca da pobreza infantil”.

Coca-Cola muito sensual

A Coca-Cola também já passou por problemas com seus comerciais. Um deles foi banido por conta do conteúdo sensual demais para o público-alvo de suas campanhas. Muitas crianças assistiam TV nos horários que esse comercial era exibido. O que gerou em sua total proibição em solo australiano, britânico e em outros países.

Itaipava

Houve uma enxurrada de reclamações, principalmente por parte do público feminino, por conta dessa propaganda da Itaipava. Por conta disso, o comercial teve que ser retirado de circulação. Há uma clara referência à ereção do rapaz ao avistar uma bela na praia de verão.

Brincando com o que não deve

Comerciais e propagandas censuradas

O anúncio da Phones4U impresso antes da Páscoa foi banido por alegadamente “gozar com o Cristianismo”. Por considerarem que o anúncio era desrespeitoso, 98 pessoas apresentaram queixa nos órgãos regulatórios dos Estados Unidos. A empresa pediu desculpa a cada uma delas individualmente.

Incentivando as apostas

Comerciais e propagandas censuradas

Esta imagem da Ladbrokes foi banida pelos órgãos reguladores por alegadamente promover “uma atitude irresponsável em relação ao jogo”. Contudo, a empresa de apostas considerou que os clientes iriam conseguir reconhecer o humor por trás do poster e que não iriam interpretar a campanha como uma forma de encorajar as apostas.

Xuxa e as baixinhas

Xuxa Meneghel em um de seus comerciais de um calçado destinado ao seu público feminino infantil, protagonizou uma das campanhas publicitárias mais polêmicas já registradas. E que mesmo não tendo sido circulado no Brasil, teria razões suficientes para que ele não fosse exibido por aqui, país de origem da loira e onde seu legado foi gigantesco. Aperte o play e confira o modo com o qual as crianças se expressam nesse comercial.

Skol novamente

Há alguns anos, uma campanha publicitária da cerveja Skol, mostrou a rivalidade entre brasileiros e argentinos no futebol. Apesar de ter se passado anos, até hoje o vídeo é sucesso no Youtube. Existem várias propagandas da marca envolvendo argentinos, e um deles foi proibido pelo MPF-MG, por ofender os estrangeiros.

Nova Schin

Comerciais de cervejas costumam usar belas mulheres e atores bonitos para suas campanhas. Entretanto, há alguns anos, uma campanha foi muito criticada por grupos feministas, pois afirmavam que a propaganda vinculada na televisão, geralmente em intervalos comerciais de novelas, incentivava o assédio contra mulheres bonitas, uma vez que era mostrado duas mulheres recebendo cantadas na praia, além de existir “homens invisíveis” se aproveitando da situação.

Fonte

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